COUSA DE GAUCHO

COUSA DE GAUCHO

sexta-feira, 28 de março de 2014

Quem somos?



                               Buenas indiada! “Vamo se aproxegando gauchada”.

Vamos tratar do assunto mais interessante para nós, o protagonista principal desta trama. Seria ele o responsável por nossa admiração tão dedicada a nossa história, nada existiria se não fosse por ele, se não houvesse o gaúcho não haveria tradição. Então de onde surgiu esta figura tão peculiar, de onde vieram estas ideias e formas de agir, de falar, de onde vieram estas roupas que formarão nossos trajes típicos? Quem somos?
Nos registros mais antigos conhecidos que são datados do ano de 1724 que denomina Gauches ou Guanchos os habitantes das então ilhas Canárias na fundação de Montevidéu (Uruguai). Gaúcho foi o Guancho fugido de Montevidéu. Quando o Rei da Espanha mandou casais de agricultores povoarem à recém-fundada Montevidéu. Foi esta a origem da palavra “GAÚCHO”. A relação entre mulheres indígenas e homens brancos espanhóis resultou no gaúcho, foi o que mostrou um estudo realizado pela FAPESP. Segundo Barbosa Lessa, em seu livro Rodeio dos Ventos, publicado pela editora Mercado Aberto, 2ª Edição, o primeiro registro da palavra se deu em 1787, quando o matemático português Dr. José de Saldanha participava da comissão demarcadora de limites Brasil-Uruguai. Em uma nota de rodapé do seu relatório de trabalho, o luso teria anotado a expressão usada pelos da terra para referir-se àqueles índios cavaleiros. O gentílico Gaúcho foi aplicado aos habitantes da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul na época do Império Brasileiro, por motivos políticos, para identificá-los como beligerantes até o final da Revolução Farroupilha, sendo adotado posteriormente pelos próprios habitantes por ocasião da pacificação de Caxias, quando incorporou muitos soldados gaúchos ao Exército ao final do confronto, sendo Osório um gaúcho que participo da Guerra do Paraguai e é patrono da cavalaria, quando valores culturais tomaram outro significado patriótico, os cavaleiros mouros se notabilizaram na guerra com o Paraguai. Também importante para adoção dessa cultura viva para representação do Estado do Rio Grande do Sul é a influência do nativismo argentino, que no final do século XIX expressa a construção de uma das maiores culturas se não a maios do Brasil.
Talvez este seja um motivo muito forte para nossa cultura ser tão admirada, e sermos tão respeitados, por esta nossa figura imponente, dominadora e guerreira. Uma origem formada por guerras, batalhas, combates. Repleta de miscigenação e aprendizados. Nossa origem não foi inventada, foi criada. Combatendo e aprendendo com o inimigo, povoando e nos adaptando a região. Por isso somos Gaúchos. Obrigado pela leitura. Acompanhem...

quinta-feira, 27 de março de 2014

Unidos pela Cultura



Buenas indiada!
É com muito orgulho que hoje nos unimos aos tantos gaúchos que lutam incessantemente pra que nossa cultura não morra que batalham diariamente seja sevando seu mate, vestindo sua bombacha, calçando suas botas, esporas, sovando rédeas, ouvindo músicas tradicionalistas onde quer que estejam, lidando com cavalos, mantendo acesa a centelha farroupilha em seu olhar. E seja onde for que seja bem visto este amigo, exato, amigo é o que o gaúcho é, amigo simples, desconfiado, apreensivo, interessado e moderno. Moderno? Como podemos cultuar a tradição sendo moderno? Podendo. Uma das minhas motivações de criar esta ferramenta de encontro e discussão sobre nosso estilo de vida, que é o que considero ser gaúcho, um estilo de vida, já que é o que nos difere das demais culturas do Brasil, foi à declaração do nosso tão estimado historiador Paixão Cortes, que ao ser questionado em entrevista a revista “na janela” se esse culto à tradição mudou muito hoje em dia?Deu a seguinte resposta:
“O movimento tradicionalista vai se modificando no transcorrer do tempo, não regride, se atualiza com o conhecimento da época. Com isso ele não fica preso ao passado, ele cultua o passado e avança.”
Vejam, Ele cultua o passado e avança, isso me chamou muita atenção. Vejo claramente as dificuldades que o movimento tradicionalista tem em envolver os jovens que não nascem digamos “no lombo do cavalo”. Já que eles não têm acesso a este modo de vida, e quando em setembro por imitação resolvem colocar uma bombacha, uma bota, uma camisa polo e com isso são criticados e muitas vezes motivos de gozação nas entidades tradicionalistas. Não devemos criticar esta atitude tão nobre. Afinal algo lhe chamou a atenção e o fez vir a este meio tão diferente do mundo que o cerca. Não seria de maior valia que o acolhamos ao invés de espanta-lo? Se quisermos que nossa cultura e modo de vida continuem a existir, devemos divulga-las e não as esconder dentro do PTG, CTG e fogões ou onde quer que elas estejam. Hoje em dia ainda é muito fácil encontrar um local para reunir-se com a indiada, tomar um mate, cartear um truco, comer uma boia campeira, etc. Mas e amanha, se deixarmos de acolher estes jovens quem serão os velhos pra contar a historia? A cultura gaúcha não deve ser algo a ser contado como se ela tivesse parado no tempo. Ela se moderniza, hoje não fazemos mais como antigamente, não domamos mais cavalo do mesmo jeito, não nos vestimos do mesmo jeito, não vivemos do mesmo jeito, porém ainda somos gaúchos e nossa cultura não morreu, pelo contrário, nossa cultura esta bem viva, sem esquecer-se do passado.  Portanto amigos lhes proponho vamos usar desta ferramenta para divulgar nossa cultura. Vou manter este blog atualizado, divulgar histórias, contar causos, expor tópicos da nossa tradição. Obrigado pela atenção, um quebra costela pros amigos. Acompanhem.