COUSA DE GAUCHO

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terça-feira, 17 de junho de 2014

Conflitos entre os reinos de Espanha e Portugal e seus reflexos no pampa



Buenas Indiada!!! 

Conflitos entre os reinos de Espanha e Portugal e seus reflexos no pampa
 
Ao final da guerra guaranítica, cumprido o tratado de Madri, a região passa por um período de tranquilidade aparente, período que foi rompido assim que ocorreu novo desentendimento entre as coroas espanhola e portuguesa, no ano de 1762, por estarem em lados opostos na chamada guerra dos sete anos.
Governava Buenos Aires, Dom Pedro de Ceballos, o qual ataca a Colônia de Sacramento, em 29.10.1762, e toma a fortaleza de Santa Teresa, ainda em construção, e o forte de São Miguel, tentando reaver os territórios perdidos.
As autoridades de Rio Grande fogem para Viamão, abandonando à vila aos invasores.
O governador José Marcelino de Figueiredo, a fim de enfrentar a invasão espanhola, determinou a fundação de novas povoações: Porto dos Casais (depois Porto Alegre), Bom Jesus do Triunfo, São José do Taquari, Mostardas, com as famílias açorianas que ainda estavam esperando a transmigração para as Missões, reorganizando o espaço luso-brasileiro.
Em 1776 a vila de Rio Grande foi retomada e o Tratado de Santo Ildefonso, de 1777, incorporou à capitania de Rio Grande o território entre os rios Jacuí e Camaquã, que já estava ocupado por luso-brasileiros com fazendas de criação de gado.



A política portuguesa intensificou o domínio militar, enviando mais tropas para o sul. Há um equilíbrio entre as políticas ibéricas com longo período de paz, até ser rompido pela invasão de Portugal pelo exército espanhol, em 1801.
O governador Veiga Cabral, que já esperava a guerra, perdoou os desertores e conseguiu empréstimo com comerciantes para aparelhar o exército no sul. Um bando de desertores e contrabandistas chefiado por José Borges do Canto invadiu as Missões contando com a conivência do governador espanhol Dom Rodrigo que estava ameaçado de uma devassa. Patrício Correa da Câmara, comandante de Rio Pardo, avança para o sul, com intenção de invadir Montevidéu, mas a morte do governador Veiga Cabral, detém sua marcha.

A paz entre Espanha e Portugal estabelecia que os territórios onde estivessem os exércitos seriam a nova fronteira.



Estancieiros rio-grandenses e ranchos de pobres saquearam as estâncias missioneiras e espanholas, destruindo inclusive a povoação de S. Gabriel do Batovi.
Numa guerra rápida, com poucas perdas, as regiões das Missões e da Campanha foram incorporadas à Capitania do Rio Grande do Sul. Os índios missioneiros abandonaram os Sete Povos, esparramando-se pelas estâncias do Rio Grande do Sul e do Uruguai, trabalhando como peões, tropeiros ou sendo incorporados ao exército.