Buenas indiada!
É com
muito orgulho que hoje nos unimos aos tantos gaúchos que lutam incessantemente
pra que nossa cultura não morra que batalham diariamente seja sevando seu mate,
vestindo sua bombacha, calçando suas botas, esporas, sovando rédeas, ouvindo músicas
tradicionalistas onde quer que estejam, lidando com cavalos, mantendo acesa a
centelha farroupilha em seu olhar. E seja onde for que seja bem visto este
amigo, exato, amigo é o que o gaúcho é, amigo simples, desconfiado, apreensivo,
interessado e moderno. Moderno? Como podemos cultuar a tradição sendo moderno? Podendo.
Uma das minhas motivações de criar esta ferramenta de encontro e discussão
sobre nosso estilo de vida, que é o que considero ser gaúcho, um estilo de
vida, já que é o que nos difere das demais culturas do Brasil, foi à declaração
do nosso tão estimado historiador Paixão Cortes, que ao ser questionado em
entrevista a revista “na janela” se esse culto à
tradição mudou muito hoje em dia?Deu a seguinte resposta:
“O movimento
tradicionalista vai se modificando no transcorrer do tempo, não regride, se
atualiza com o conhecimento da época. Com isso ele não fica preso ao passado,
ele cultua o passado e avança.”
Vejam, Ele cultua o
passado e avança, isso me chamou muita atenção. Vejo claramente as dificuldades
que o movimento tradicionalista tem em envolver os jovens que não nascem
digamos “no lombo do cavalo”. Já que eles não têm acesso a este modo de vida, e
quando em setembro por imitação resolvem colocar uma bombacha, uma bota, uma
camisa polo e com isso são criticados e muitas vezes motivos de gozação nas
entidades tradicionalistas. Não devemos criticar esta atitude tão nobre. Afinal
algo lhe chamou a atenção e o fez vir a este meio tão diferente do mundo que o
cerca. Não seria de maior valia que o acolhamos ao invés de espanta-lo? Se
quisermos que nossa cultura e modo de vida continuem a existir, devemos
divulga-las e não as esconder dentro do PTG, CTG e fogões ou onde quer que elas
estejam. Hoje em dia ainda é muito fácil encontrar um local para reunir-se com
a indiada, tomar um mate, cartear um truco, comer uma boia campeira, etc. Mas e
amanha, se deixarmos de acolher estes jovens quem serão os velhos pra contar a
historia? A cultura gaúcha não deve ser algo a ser contado como se ela tivesse
parado no tempo. Ela se moderniza, hoje não fazemos mais como antigamente, não
domamos mais cavalo do mesmo jeito, não nos vestimos do mesmo jeito, não
vivemos do mesmo jeito, porém ainda somos gaúchos e nossa cultura não morreu,
pelo contrário, nossa cultura esta bem viva, sem esquecer-se do passado. Portanto amigos lhes proponho vamos usar desta
ferramenta para divulgar nossa cultura. Vou manter este blog atualizado,
divulgar histórias, contar causos, expor tópicos da nossa tradição. Obrigado
pela atenção, um quebra costela pros amigos. Acompanhem.
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