Quando o sol no horizonte
vai se retirando
me recosto na minha banca
a beira do rancho
forrada por um pelego negro
e entre um gole e outro
no silencio de um chimarrão
ouço o que me diz o ronco da
cuia
quando assim anuncia findar
a água que da erva-mate
lentamente vai extraindo a
seiva verde
que faz brotar em mim
a cepa guapa dos caudilhos
que aqui fincaram garrão
e tal qual o dia que tomba
ao cair da noite
também tombaram
em nome do amor por este chão

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seja bem vindo! Seu comentário é um incentivo a continuarmos escrevendo. Muito obrigado!