Buenas Indiada!!!
Conflitos entre os reinos de Espanha e Portugal e seus reflexos no pampa
Ao final da guerra guaranítica, cumprido o
tratado de Madri, a região passa por um período de tranquilidade aparente, período
que foi rompido assim que ocorreu novo desentendimento entre as coroas
espanhola e portuguesa, no ano de 1762, por estarem em lados opostos na chamada
guerra dos sete anos.
Governava Buenos Aires, Dom Pedro de Ceballos,
o qual ataca a Colônia de Sacramento, em 29.10.1762, e toma a fortaleza de
Santa Teresa, ainda em construção, e o forte de São Miguel, tentando reaver os
territórios perdidos.
As autoridades de Rio Grande fogem para
Viamão, abandonando à vila aos invasores.
O governador José Marcelino de Figueiredo, a
fim de enfrentar a invasão espanhola, determinou a fundação de novas povoações:
Porto dos Casais (depois Porto Alegre), Bom Jesus do Triunfo, São José do
Taquari, Mostardas, com as famílias açorianas que ainda estavam esperando a
transmigração para as Missões, reorganizando o espaço luso-brasileiro.
Em 1776 a vila de Rio Grande foi retomada e o
Tratado de Santo Ildefonso, de 1777, incorporou à capitania de Rio Grande o
território entre os rios Jacuí e Camaquã, que já estava ocupado por
luso-brasileiros com fazendas de criação de gado.
A política portuguesa intensificou o domínio
militar, enviando mais tropas para o sul. Há um equilíbrio entre as políticas
ibéricas com longo período de paz, até ser rompido pela invasão de Portugal
pelo exército espanhol, em 1801.
O governador Veiga Cabral, que já esperava a
guerra, perdoou os desertores e conseguiu empréstimo com comerciantes para
aparelhar o exército no sul. Um bando de desertores e contrabandistas chefiado
por José Borges do Canto invadiu as Missões contando com a conivência do
governador espanhol Dom Rodrigo que estava ameaçado de uma devassa. Patrício
Correa da Câmara, comandante de Rio Pardo, avança para o sul, com intenção de
invadir Montevidéu, mas a morte do governador Veiga Cabral, detém sua marcha.
A paz entre Espanha e Portugal estabelecia que
os territórios onde estivessem os exércitos seriam a nova fronteira.
Estancieiros rio-grandenses e ranchos de
pobres saquearam as estâncias missioneiras e espanholas, destruindo inclusive a
povoação de S. Gabriel do Batovi.
Numa guerra rápida, com poucas perdas, as
regiões das Missões e da Campanha foram incorporadas à Capitania do Rio Grande
do Sul. Os índios missioneiros abandonaram os Sete Povos, esparramando-se pelas
estâncias do Rio Grande do Sul e do Uruguai, trabalhando como peões, tropeiros
ou sendo incorporados ao exército.


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